Regra de São Bento – trecho 115

24 abril
24 agosto
24 dezembro
CAPÍTULO 66 – Dos porteiros do mosteiro
[1] Coloque-se à porta do mosteiro um ancião sábio que saiba receber e transmitir um recado e cuja maturidade não lhe permita vaguear. [2] O porteiro deverá ter a cela junto à porta para que os que chegam o encontrem sempre presente e dele recebam resposta. [3] Logo que alguém bater ou um pobre chamar, responda “Deo gratias” ou “Benedic” [4] e, com toda a mansidão do temor de Deus, responda com presteza e com o fervor da caridade. [5] Se o porteiro precisa de auxiliar, receba um irmão mais moço. [6] Seja, porém, o mosteiro, se possível, construído de tal modo que todas as coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta e os diversos ofícios, se exerçam dentro do mosteiro, [7] para que não haja necessidade de os monges vaguearem fora, porque, de nenhum modo convém às suas almas. [8] Queremos que esta Regra seja freqüentemente lida na comunidade para que nenhum irmão se escuse por ignorância.

Um comentário
Para o dia de hoje, conforme o calendário da Ordem de São Bento, meditamos o Capítulo 66, que trata dos porteiros do mosteiro. ⛪️🚪
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💡 Reflexão Consolidada: O Porteiro como Sentinela da Caridade e da Paz
A meditação de hoje nos ensina que a porta do mosteiro é o lugar do encontro entre a solidão de Deus e a necessidade do mundo, exigindo um coração maduro e acolhedor. 🛡️❤️
1. A Sabedoria da Maturidade 👴🧠
São Bento escolhe um “ancião sábio” para a portaria. As fontes explicam que este serviço requer discernimento, maturidade, gravidade e uma estabilidade interior que não se deixe levar pela curiosidade ou pelo desejo de “vaguear”. O porteiro é a primeira imagem do mosteiro para quem chega; sua presença deve transmitir a paz de quem vive unificado e simplificado em Deus.
2. A Resposta do Coração: ‘Deo Gratias’ 🗣️✨
Ao ouvir o bater à porta, a resposta deve ser imediata: “Graças a Deus” ou “Abençoe”. As fontes destacam que o ardor da caridade deve impelir o monge a ser solícito e a acorrer com a alegria de quem recebe uma pessoa querida. Acolher o outro, especialmente o pobre, é acolher o próprio Cristo que nos visita na surpresa do cotidiano.
3. Mansidão e Presteza 🤝🔥
A resposta ao visitante deve ser dada com a “mansidão do temor de Deus”. As fontes ensinam que a presteza no atendimento não deve ser barulhenta ou grosseira, mas fruto de uma alma recolhida e reverente. O porteiro deve saber ouvir com paciência e responder com a caridade sem medida que caracteriza o discípulo do Senhor.
4. A Proteção do Espaço Sagrado 🛡️🏰
Bento recomenda que o mosteiro tenha dentro de si tudo o que é necessário para evitar que os monges saiam. As fontes esclarecem que a “clausura” ou o “claustro” não é uma prisão, mas um santuário para a contemplação “face a face”. Sair sem necessidade dispersa as energias e enfraquece a vocação. Quem busca verdadeiramente o Senhor não se sente “preso”, pois seu coração foi dilatado pela caridade e pela presença divina.
5. O Estudo Constante da Regra 📚🕯️
O capítulo termina exigindo a leitura frequente da Regra na comunidade. As fontes explicam que isso garante que nenhum irmão alegue ignorância sobre os preceitos da “escola do serviço do Senhor”. A Regra é o guia que protege a alma contra a acédia e o tédio, convidando o monge a ser um cooperador constante no plano de Deus.
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Que hoje possamos vigiar a “porta” do nosso próprio coração, respondendo a cada chamado da vida com um generoso “Deo Gratias” e buscando a unidade da nossa alma no serviço fiel ao Senhor! 🙌✨
Irmão Emanuel, obl, OSB
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