Regra de São Bento – trecho 111

20 abril
20 agosto
20 dezembro
CAPÍTULO 64 – Da ordenação do Abade
[1] Na ordenação do Abade considere-se sempre a seguinte norma: seja constituído aquele que tiver sido eleito por toda a comunidade concorde no temor de Deus, ou, então, por uma parte, de conselho mais são, ainda que pequena. [2] Aquele que deve ser ordenado seja eleito pelo mérito da vida e pela doutrina da sabedoria, ainda que seja o último na ordem da comunidade.
[3] E se toda a comunidade eleger, em conselho comum, o que não aconteça, uma pessoa conivente com seus vícios [4] e estes vícios chegarem de algum modo ao conhecimento do bispo da diocese a que pertence o lugar, ou se tornarem evidentes para os Abades ou cristãos vizinhos, [5] não permitam que prevaleça o consenso dos maus, mas constituam para a casa de Deus um dispensador digno, [6] sabendo que por isso receberão a boa recompensa, se o fizerem castamente e com zelo divino; mas se, pelo contrário negligenciam, cometerão pecado.

Um comentário
Para o dia de hoje, conforme o calendário da Ordem de São Bento (Ciclo de 20 de abril, 20 de agosto e 20 de dezembro), meditamos a primeira parte do Capítulo 64, que trata da eleição do Abade. ⛪️⚖️
💡 Reflexão Consolidada: A Busca por um Guia Segundo o Coração de Deus
A meditação de hoje nos revela que a autoridade no mosteiro não nasce de um desejo de poder, mas de uma busca coletiva pela vontade de Deus e pela santificação de todos. 🛡️❤️
1. A Eleição no Temor de Deus 🛐👑
São Bento estabelece que a escolha do superior deve ser feita sob o signo do “temor de Deus”. As fontes explicam que não se deve buscar um Abade que torne a vida “mais fácil” ou que seja condescendente com as fraquezas e vícios, mas sim um homem profundamente perpassado pela Lei do Senhor. A finalidade da eleição é garantir que a comunidade seja guiada pelos caminhos retos do Evangelho.
2. O Critério da Santidade e Sabedoria 🎯📖
O mérito da vida e a doutrina da sabedoria são os únicos critérios válidos. As fontes destacam que a dignidade do cargo não depende de talentos humanos, prestígio social ou tempo de casa. Até o último irmão na ordem da comunidade pode ser eleito se nele brilhar a luz do Espírito. A autoridade monástica é um serviço espiritual que exige maturidade de alma.
3. O Mosteiro como Casa de Deus (Domus Dei) 🏛️☀️
Bento lembra que o mosteiro não pertence aos monges, mas é a “Casa de Deus”. As fontes reforçam que o administrador deve ser um “dispensador digno”. Por ser uma instituição da Igreja, a comunidade não vive isolada; se houver um erro grave na escolha, a própria Igreja (através do Bispo ou de Abades vizinhos) tem o dever de intervir para proteger a honra de Deus.
4. A Responsabilidade do Zelo Divino ⚖️🔥
Intervir em favor da retidão é um ato que traz recompensa, enquanto a negligência é considerada pecado. As fontes ensinam que a caridade beneditina exige que as decisões sejam tomadas com “reta intenção” e “zelo divino”. Isso pede humildade da comunidade para aceitar que o interesse do Reino de Deus está acima de simpatias pessoais ou interesses de grupos.
5. O Abade como Instrumento da Graça 🥖🧼
O objetivo final é que o corpo da comunidade seja iluminado por alguém que coloque no candelabro a lâmpada da verdade. As fontes destacam que a escolha de um superior santo deve inspirar gratidão e alegria em todos, pois ele será o guia que ajudará cada irmão a caminhar na via da santidade e a buscar, acima de tudo, a glória de Deus.
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Que hoje possamos orar por todos aqueles que exercem autoridade, para que sejam guiados pela sabedoria e pelo temor de Deus, conduzindo-nos sempre mais para perto do Coração de Cristo! 🙌✨
Irmão Emanuel, obl, OSB
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