Regra de São Bento – trecho 105

Regra de São Bento – trecho 105

Foto da Madre Vera Lúcia

14 abril

14 agosto

14 dezembro 

CAPÍTULO 60 – Dos sacerdotes que, porventura, quiserem habitar no mosteiro 

[1] Se alguém da ordem dos sacerdotes pedir para ser recebido no mosteiro, não lhe seja concedido logo; [2] mas, se persistir absolutamente nessa súplica, saiba que deverá observar toda a disciplina da Regra [3] e não se lhe relaxará nada, de modo que lhe seja dito, como está escrito: “Amigo, a que vieste?”. [4] Seja-lhe concedido, entretanto, colocar-se depois do Abade, dar a bênção e celebrar Missa, mas se o Abade mandar. [5] Em caso contrário, não presuma fazer coisa alguma, sabendo que é súdito da disciplina regular; antes, dê a todos exemplos de maior humildade. [6] E se, por acaso, no mosteiro surgir questão de preenchimento de cargo ou outro qualquer assunto, [7] atente para o lugar da sua entrada no mosteiro e não para aquele que lhe foi concedido em reverência para com o sacerdócio. [8] Se algum da ordem dos clérigos, pelo mesmo desejo, quiser associar-se ao mosteiro, sejam colocados em lugar mediano, [9] mas desde que prometam, também eles, a observância da Regra e a própria estabilidade. 

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Um comentário

  1. Para o dia de hoje, conforme o calendário da Ordem de São Bento (Ciclo de 14 de abril, 14 de agosto e 14 de dezembro), meditamos o Capítulo 60, que trata dos sacerdotes que desejam habitar no mosteiro. ⛪️📜

    💡 Reflexão Consolidada: A Nobreza da Obediência Sacerdotal

    A meditação de hoje nos convida a refletir sobre a vocação monástica como um caminho de despojamento que não admite privilégios, onde a maior dignidade é sempre a maior humildade. 🛡️❤️

    A Prudência no Acolhimento 🚪⏳
    São Bento é particularmente cauteloso ao aceitar sacerdotes. As fontes explicam que, como o sacerdote já é um homem consagrado, o Abade deve discernir o que ele busca “a mais”: se é um despojamento mais total de si ou se procura conforto e relaxamento na disciplina por causa de seu status. O questionamento “Amigo, a que vieste?” serve para recordar ao clérigo que a vida monástica é uma nova escola, com exigências próprias.

    A Igualdade perante a Regra ⚖️📏
    Uma vez admitido, o sacerdote não goza de isenções. As fontes reforçam que o caráter sagrado do ministério não mitiga a observância da Regra; ao contrário, obriga a uma fidelidade ainda maior. No mosteiro, o sacerdote deve ser o primeiro a dar o exemplo de submissão, mostrando que a sua autoridade no altar nasce da sua obediência no claustro.

    Privilégios sob Permissão 🛐👑
    Bento permite que o sacerdote se coloque logo após o Abade e exerça funções litúrgicas, mas sempre sob ordem expressa da autoridade monástica. As fontes destacam que isso protege o monge-sacerdote da tentação da soberba e da autonomia. Nada deve ser feito por presunção; o ministério é um serviço à comunidade e não um título de poder pessoal.

    O Lugar da Humildade 🚶‍♂️⚓️
    Em questões de cargos ou precedência, o sacerdote deve ocupar o lugar correspondente à sua entrada na comunidade, e não à sua ordenação. As fontes ensinam que, mesmo sendo douto em teologia ou experiente na Igreja, ao entrar no mosteiro, o clérigo deve aprender “as primeiras letras do alfabeto” da vida monástica com a modéstia de uma criança. A santidade é medida pela busca de Deus, não por graus hierárquicos seculares.

    O Chamado à Estabilidade 🤝🏰
    A Regra estende princípios semelhantes aos clérigos de ordens menores, exigindo deles a promessa de estabilidade. As fontes ressaltam que a vida comum exige que todos, sem exceção, se integrem plenamente no corpo da comunidade, abandonando qualquer pretensão de superioridade para que Cristo seja tudo em todos.

    Que hoje possamos aprender que a nossa verdadeira grandeza aos olhos de Deus não reside nos títulos que carregamos, mas na profundidade com que nos inclinamos para servir aos irmãos na caridade e na verdade! 🙌✨

    Irmão Emanuel, obl, OSB

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