Regra de São Bento – trecho 079

Regra de São Bento – trecho 079

Foto da Madre Vera Lúcia

19 março

19 julho

18 novembro  

CAPÍTULO 40 – Da medida da bebida 

[1] Cada um recebe de Deus um dom particular, este de um modo, aquele de outro; [2] por isso, é com algum escrúpulo que estabelecemos nós a medida para a alimentação de outros; [3] no entanto, atendendo à necessidade dos fracos, achamos ser suficiente, para cada um, uma hêmina de vinho por dia. [4] Aqueles, porém, aos quais Deus dá a força de tolerar a abstinência, saibam que receberão recompensa especial.  [5]

 Se a necessidade do lugar, o trabalho ou o rigor do verão exigir mais, fique ao arbítrio do superior, considerando em tudo que não sobrevenha saciedade ou embriaguez. [6] Ainda que leiamos não ser absolutamente próprio dos monges fazer uso do vinho, como em nossos tempos disso não se podem persuadir os monges, ao menos convenhamos em que não bebamos até a saciedade, mas parcamente, [7] porque “o vinho faz apostatar mesmo os sábios”. [8] Onde, porém, a necessidade do lugar exigir que nem a referida medida se possa encontrar, mas muito menos ou absolutamente nada, bendigam a Deus os que ali vivem e não murmurem: [9] antes de tudo exortamo-los a que vivam sem murmurações.  

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Um comentário

  1. Para o dia de hoje, conforme o calendário da Ordem de São Bento (Ciclo de 19 de março, 19 de julho e 18 de novembro), meditamos o Capítulo 40, versículos 1 a 9, que trata da medida da bebida. ⛪️📜

    💡 Reflexão Consolidada: A Sobriedade e a Liberdade do Espírito

    A meditação de hoje nos ensina que a ascese beneditina não busca o sofrimento pelo sofrimento, mas a ordem dos sentidos para que a alma possa voar livremente para Deus. 🛡️❤️

    1. O Respeito à Individualidade 👤⚖️
    São Bento começa reconhecendo que cada pessoa é única e possui dons e resistências diferentes recebidos de Deus. Por isso, ele legisla com “escrúpulo” (cuidado), evitando impor fardos impossíveis. As fontes destacam que a Regra busca o equilíbrio: nem tanto que sobrecarregue o forte, nem tão pouco que desanime o fraco.

    2. A Hêmina e a Necessidade 🍷📏
    A “hêmina” de vinho (aproximadamente 270ml) é a medida da suficiência. Bento é realista: se o clima for rigoroso ou o trabalho pesado, o superior pode aumentar a dose. O critério não é o prazer egoísta, mas a restauração das forças para o serviço. A ascese beneditina é marcada pela discrição, a “mãe das virtudes”, que sabe adaptar a lei à caridade.

    3. O Perigo da Saciedade 🛑🐍
    O grande aviso de hoje é contra a saciedade e a embriaguez. As fontes explicam que o excesso na bebida “entorpece” o coração e afasta a alma da oração. Beber “parcamente” é um exercício de vigilância. O homem manso e senhor de si é fruto de uma vida vivida com sobriedade; a desordem no beber gera desordem nos pensamentos e nas ações.

    4. A Gratidão na Escassez 🍞🙌
    O trecho final é um dos mais exigentes: se em algum lugar não houver sequer a medida básica, os irmãos devem bendizer a Deus e não murmurar. Isso revela que a verdadeira alegria do monge (e do cristão) não depende do que está no cálice, mas da presença de Deus no coração. A murmuração é o veneno que destrói a comunidade; a gratidão é o bálsamo que a santifica.

    5. Deus como o Único Bem 🧘‍♂️✨
    Ao disciplinar os apetites sensíveis, abrimos espaço para que Deus seja a nossa verdadeira comida e bebida. Conforme as fontes, o domínio da vontade sobre o instinto nos torna “templos vivos”, capazes de saborear a “doçura inenarrável do amor” que São Bento promete no Prólogo.

    Que hoje possamos viver a sobriedade com alegria, agradecendo ao Senhor pelo que recebemos e guardando o nosso coração de toda murmuração! 🙌✨

    Irmão Emanuel, obl, OSB

    #SaoBento #SantaRegra #Sobriedade #VidaComunitaria #Espiritualidade #OraEtLabora #Temperança #Gratidão #Discrição

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